Meu coração não está equivocado ao sentir que este vídeo representa as imagens e sons que mais estimo neste momento da minha vida. A reflexão nunca foi demais para mim. Muito menos a melancolia e as crises existenciais. Reconhecer isso é importante. E estou deixando de lado muito, mas muito do que há de conteúdo de discussão a respeito disso na profusão de emoções que é minha mente nesses momentos. Quando uma obra-prima de arte é criada, creio que ela quebra barreiras que são estranhas a ela mesma. É o caso de Ghost in the Shell. A abertura reflexiva que ela proporciona é totalmente autônoma. Não há barreiras. Isso me toca, e não sei direito o porquê.
Esse é um dos motivos pelos quais me identifico tanto com os anos 90 em termos gerais. Enquanto os 80 foram uma época de descobertas e inovações em ebulição, assim como os anos 2000 em diante também vem sendo, essa época sobre a qual vos falo se tornou um hiato reflexivo retumbante, que é um dos motores da civilização atual e talvez perdure por muitos outros anos advindos. Os anos 90 foram uma obra-prima. É diferente pensar nisso.
E ainda assim eu decoro seus dizeres, eu decoro suas passagens. Minha fala nesse texto passa longe de mergulhos filosóficos efetivos e válidos, porque só há constatações imediatas, talvez, e sentimentos inocentes contrapostos a questões muito mais limitadas do que as estou colocando em pauta.
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